Uma escola exclusiva para meninas, com jovens, senhoras maduras elegantes, professoras, proprietárias, todas as beldades reunidas, além de um garoto que atravessou de outro mundo.
Império da Graça Divina. Chen Tuo vestia-se de branco, coberto por um manto negro cujas bordas douradas denunciavam sua posição altiva como primogênito legítimo da casa ducal. Diante dele, um jovem de verde exibia um semblante indignado e exclamava:
— Chen Tuo, seu sortudo! Não é só porque você nasceu no lugar certo e tem um bom pai?
Ao ouvir tais palavras, Chen Tuo permaneceu sereno e respondeu com frieza:
— O que foi mesmo que você me chamou? Se tem coragem, repita.
— Digo sim, acha que tenho medo? Sortudo, não é só porque tem um bom pai? Escute, trinta anos o rio corre para o leste, trinta anos para o oeste. Não subestime a juventude!
Ao escutar essa frase tão popular em sua vida anterior, Chen Tuo olhou para o rapaz e, de repente, abriu um sorriso:
— Muito bem, gostei dessa sua frase. Boa sorte, jovem.
O rapaz de verde, surpreso num primeiro momento, logo ficou vermelho de raiva. Quem sabe o que se passava em sua mente para transformar a sincera motivação de Chen Tuo em provocação.
Com o sangue fervendo e sob os olhares dos parentes, não conseguiu se conter e avançou sobre Chen Tuo.
Vendo o punho do tamanho de um pão prestes a alcançá-lo, Chen Tuo suspirou:
— Somos do mesmo sangue e sobrenome, por que chegar a esse ponto?
O rapaz de verde, ouvindo isso, mal teve tempo de responder antes que o cenário diante de seus olhos rodopiasse. Uma dor lancinante o atingiu — cabeça no chão, traseiro para cima.
Levaram alguns instantes até que ele percebesse ter sido derrubado por um chute certeiro de Chen Tuo.
Chen