Yun Zhen descobriu que um pequeno mundo havia surgido de repente em sua estante de livros. No pequeno mundo, a água do mar invadia, casas e prédios desmoronavam, um grupo de homenzinhos do tamanho de
O som das ondas do mar irrompeu abruptamente no gabinete, ecoando com um ruído contínuo e nítido. Yun Zhen, concentrada em frente ao computador enquanto elaborava um novo livro, franziu levemente o cenho e moveu o mouse para minimizar o documento do Word. Seu olhar percorreu os ícones do monitor; o navegador não estava aberto, tampouco havia qualquer janela de software emergente na área de trabalho. Não era o computador que emitia o som—talvez o telefone?
Ela revirou os papéis dispersos sobre a mesa, encontrou o celular e desbloqueou a tela, examinando-o cuidadosamente, mas nenhum problema se revelou. O barulho das ondas persistia, suave, porém especialmente claro. Yun Zhen levantou-se e começou a buscar a origem daquela perturbação, vasculhando sob a mesa, junto à janela, lançando o olhar atento por todo o gabinete até que, ao espiar o lado do armário de livros, arregalou os olhos em surpresa.
Apressou-se até o armário, intrigada diante do que via. O móvel, adquirido há dois meses, era de madeira maciça cinza, discreto e sóbrio, com 3,3 metros de comprimento, 35 centímetros de largura e 2,2 metros de altura, dominando quase toda a parede. Dividia-se em quatro colunas e cinco fileiras, com quatro portas duplas de vidro. Exceto pelos dois longos gavetões no canto inferior esquerdo e três grandes armários com portas no lado direito inferior, todo o restante era composto por nichos transparentes para livros.
O som das ondas emanava do nicho retangular central, onde se exibia uma cena extraordinária: uma área submersa por uma inundação, parecendo parte de u