[Configuração de mulher má + renascimento da protagonista, implacável e sem limites morais, não leia se não gostar] Na vida passada, Yu Liangyue dedicou tudo para colocar o homem escória no trono impe
Ano de Xin Chou, sétimo mês, sétimo dia, por volta das cinco da manhã.
O calor era sufocante, o ar impregnado de uma umidade pegajosa que anunciava a iminência de uma tempestade. Ao longo das alamedas do palácio, as plantas e flores murchavam, pendendo tristemente em desalento. Do lado de fora, o esplendor do palácio exibia-se em esculturas de dragões e fênix, salões de jade e torres de cristal. Porém, naquele pátio recôndito e sombrio, a tinta descascava das paredes, o pó acumulava-se nos cantos e insetos desconhecidos passeavam pelos móveis, destoando completamente da opulência palaciana.
Os portões estavam trancados. Criados e serviçais mantinham-se em silêncio absoluto, um clima de tensão pesando no ar. Todos olhavam ansiosos para a jovem de beleza ímpar, cabelos negros desgrenhados e um rubor doentio a cobrir-lhe o rosto, deitada sobre o leito.
A atmosfera era dominada pela expectativa, como se o próprio ar aguardasse por algo iminente; até a respiração se fazia contida. O médico-chefe do hospital imperial permanecia ao lado do leito, pálido, as mãos cruzadas nas costas, enquanto grossas gotas de suor — talvez pelo calor, talvez pelo nervosismo — escorriam-lhe pela testa e se perdiam no pó das lajes.
Todos esperavam, ansiosos e inquietos, pelo último suspiro da jovem, para então poderem prestar contas ao novo imperador.
Atrás da cortina, a jovem gemia de dor, o rosto envolto em um rubor anormal, os lábios azulados acentuando uma beleza estranhamente demoníaca. O médico, após breve reflexão, ordenou:
— Tragam mais uma tigela de rem