Acordei de repente, transportada para dentro de A Lenda de Zhen Huan como a Princesa Wen Yi, uma bebê de colo. Para incriminar o grupo dos protagonistas, a Consorte Hua quer alimentá-la com farinha de
— Ai…
— Hã?
Jiang Xin estava deitada na cama e suspirou, tomada por uma melancolia. Antes mesmo de conseguir ordenar seus pensamentos, uma sensação de calor familiar espalhou-se sob seu corpo.
Seu rostinho ficou corado, sentiu-se um tanto envergonhada — havia molhado a cama.
Afinal, ela era agora apenas um bebê de pouco mais de seis meses; esse tipo de instinto estava além de seu controle!
Três dias antes, ela ainda era uma trabalhadora comum, correndo para pegar o metrô com a mochila nas costas. No caminho, resgatou um gato de rua e, num piscar de olhos, foi atropelada por um carro.
Ao acordar, havia se transformado em um bebê, capaz apenas de balbuciar sons desconexos, sem conseguir dizer uma frase completa.
— Ah, a princesinha acordou. Fez xixi? Fique quietinha, já vou trocar você!
Uma criada de feições delicadas aproximou-se — era Yin Xiu, a serva pessoal de Cao Qinmo. Com gestos ágeis, ela trocou a fralda de Jiang Xin e a pegou no colo.
Jiang Xin, ou melhor, Aixinjueluo Liangyu, agora conhecida como Wenyi, era filha do imperador Yongzheng, com oito meses de idade.
Sua mãe era Cao Qinmo, conhecida como Dama Cao, atualmente morando no pavilhão lateral do Palácio Yikun, apoiadora fiel de Hua Fei.
Esse papel de mãe e filha era-lhe bastante familiar. Não eram personagens daquela famosa série de intrigas palacianas, “A Lenda de Zhen Huan”?
Cao Qinmo era astuta, mas infelizmente não conseguiu superar os perigos do harém e acabou sendo vítima de uma armadilha silenciosa e cruel.
Nem sequer soube como morreu; v