De olhares de desagrado mútuo ao florescimento de sentimentos profundos? Cheng Rang e Pequena Chá sempre acreditaram ser inimigos destinados um ao outro. À medida que uma série de mistérios se desvela
Um ano antes.
"Papai, mamãe!" Quando a jovem Chá entrou pela porta da humilde cabana de palha no campo, a cena que viu foi a dos corpos inertes de seus pais, levando-a a soltar um grito lancinante.
"Eu vou te levar de volta, eu vou te levar de volta..." A voz da mulher atrás dela não conseguiu impedir que as lágrimas de Chá escorressem instantaneamente.
"Papai... mamãe..." Chá continuava atordoada, perdida, enquanto Shu Yin observava a jovem ajoelhada diante dos pais mortos, tomada por uma profunda culpa. Se não fosse por ela, talvez os pais de Chá ainda estivessem vivos...
Três dias antes.
"Papai, mamãe." Chá voltou da montanha com ervas silvestres e empurrou o velho portão de madeira.
"Chá voltou!" A mãe saiu do quarto carregando uma tigela de remédio escuro; ao ver a cesta ainda nas costas da filha, apressou-se em chamar o marido:
"Vá logo ajudar Chá com isso!"
"Sim, sim!" O homem, sorridente, largou a tigela que tinha nas mãos para pegar a cesta que Chá acabara de soltar.
"Papai, não estou cansada." Chá sorriu para os pais.
Era o cotidiano de uma família de três pessoas. Viviam com simplicidade, mas cheios de alegria e harmonia.
"Mamãe, o que é isso?" Chá olhou para o remédio escuro nas mãos da mãe e para a porta fechada do quarto, curiosa.
"Isto aqui..." A mãe fez um gesto para a filha, apontando a porta fechada: "Teu pai, quando voltou do mercado, salvou uma moça. Ela estava coberta de sangu