O Duende Guloso disse: “Isto é chamado de globo ocular, ao comê-lo pode-se saciar a fome.” O Duende da Bandeira exclamou: “Três pés de madeira esculpida, pendurada como uma flâmula de almas.” O Du
A chuva e o vento haviam cessado.
Na floresta, ainda pairava umidade.
De repente, uma silhueta irrompeu entre as árvores.
Era um jovem de feições claras, traços corretos, mas ainda com um toque de juventude.
No final da floresta, ele avistou algumas cabanas de palha.
Na parede, destacava-se um grande caractere: “Chá”.
O rapaz olhou as cabanas, hesitou por um instante.
Mas, ao apalpar a bolsa volumosa à cintura, firmou o olhar e seguiu adiante.
— Jovem, sabes o que se faz aqui?
Surgiu diante dele uma mulher deslumbrante, vestida em finas sedas, deixando à mostra parte dos ombros e do colo.
— Sei, aqui serve-se chá.
Song Ji assentiu com honestidade.
— Tens bom olho, rapaz. Só servimos chás frescos deste ano... Qual deles desejas?
A mulher sorriu com graça, cheia de encanto.
— Posso perguntar, irmã, que tipos de chá há?
Song Ji indagou.
— Tenho chá branco, chá vermelho e chá verde. O que desejas provar, rapaz?
Os olhos da mulher percorriam Song Ji com languidez.
— Gostaria de provar o chá preto da irmã, será possível?
Song Ji sorriu, um tanto envergonhado.
— Ora, garotinho esperto, sabes bem como usar a língua.
A mulher lançou-lhe um olhar malicioso, mas logo suspirou.
— Pena que, jovem, para sobreviver, passei anos trabalhando nesta casa de chá, de sol a sol. Meu chá já virou velho faz tempo.
— Não tem problema, também gosto de chá envelhecido — tem cor intensa e sabor marcante.
Song Ji deu uma batidinha na bolsa à cintura.
A mulher, ao ver o volume